A corrida por ações que atendam a atualização da Nr01 parece estar tirando o sono de muitos gestores e profissionais de SESMT e saúde ocupacional que procuram por ferramentas, métodos e caminhos para inserir estes novos dados no PGR. Embora tudo isso seja compreensível e já esperado, esquecem do essencial – compreender o básico e característica disruptiva que tudo isso representa.
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Estamos diante de um tema que foi empurrado para baixo do tapete desde que a euforia da revolução industrial priorizou a produtividade e ignorou as demandas humanas. Questões emocionais, psicológicas e de sofrimento psíquico foram deixadas de lado pelas organizações e pelo próprio trabalhador apoiando-se na crença de que os problemas e as preocupações de cada um deveriam ficar fora das paredes da empresa. Todos foram calados por vários tabus que orientavam a separar questões pessoais e profissionais e sufocados pelo medo de se expor e ser julgado.
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Contudo, hoje estes estigmas foram abalados pela urgência em curar, em aliviar o sofrimento e tornar o trabalho um espaço sustentável e equilibrado onde se possa resgatar o bem-estar e o prazer em compartilhar de um ambiente produtivo saudável.
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Passamos a lidar com gestão em outra dimensão, sobretudo a gestão de pessoas. Saúde mental jamais fez parte da atenção de líderes e gestores, entretanto, isso já não é mais uma escolha. A verdadeira gestão dos fatores de riscos psicossociais passa por revisar o planejamento estratégico de modo a dar sustentação a ações e intervenções junto a todos os níveis hierárquicos que permitam a formação de novos padrões culturais e condições de trabalho que sustentem a produtividade alinhadas a saúde mental.
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Algumas ainda se apoiam em relatórios, métricas e procuram dentro das linhas da NR, a resposta para as suas dúvidas, porém nada é encontrado. É preciso perceber que a norma traz um direcionamento, mas a operacionalização deve ser planejada e desenvolvida por cada empresa pautada por preceitos éticos e científicos que sustentem um trabalho consistente e fidedigno, e que possa efetivamente trazer os resultados desejados – a saúde mental e a segurança do trabalhador.
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Focar em GRO ou PGR deixando de lado o propósito representa não ter compreendido a proposta e as demandas atuais e urgentes. Chegaremos nos relatórios sim, mas antes é preciso perceber que necessariamente deveremos passar por revisões das estratégias organizacionais, reeducar lideres em competências socioemocionais para romper tabus, resgatar valores esquecidos no passado e assim, transformar a cultura organizacional.
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A Alfabetização Psicossocial ressignifica as relações de trabalho promovendo conexões genuínas estimulando a educação psicossocial que permitirá que cada um reconheça seu papel na construção de ambientes laborais sadios e seguros. Isso passa por evitar a predominância dos fatores de riscos no trabalho, dando lugar a empatia, ao cuidado e ao engajamento uns com os outros, onde a segurança psicológica seja uma característica da cultura, e a confiança ofereça um sentido de pertencimento e de suporte mútuo para enfrentamento das adversidades inerente a vida diária.
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Para ir além de métricas e relatórios, é preciso compreender que a proposta da NR 01 é promover um ambiente equilibrado, uma cultura respeitosa, através de gestores acolhedores e sensíveis aos limites humanos, de forma que trabalhar não seja mais motivo de sofrimento ou adoecimento, mas sim de realização, cooperação e crescimento para todos.
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Significa compreender que isso não é romantismo e nem confrontativo com um ambiente produtivo. Mas absolutamente imprescindível para a perpetuação do negócio através do bem-estar de todos. E de alguma forma, isso já pode ser percebido atualmente pelo aumento significativo de afastamentos por transtornos mentais (63% em 2024 de acordo com INSS), a dificuldade de contratação de pessoas qualificadas e os consequentes prejuízos que acarreta para a empresa.
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Quero assim deixar dito, que para atender as exigências da NR01 e implantar a gestão dos riscos psicossociais é preciso dar início a alfabetização psicossocial que ajude a todos os trabalhadores (gestores e não gestores) a compreender os fenômenos psicossociais e os danos imensos que a ausência de cuidado pode causar a sociedade em geral.
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Esta educação psicossocial começa dentro de cada um observando suas demandas pessoais que ficaram para traz e que hoje são espaço ao sofrimento e ao adoecimento emocional, psicológico e relacional. Padecem pessoas, famílias, empresas e a sociedade, porém a transformação é individual, pessoal e intransferível para posteriormente refletir fora.
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FONTE: https://www.rsdata.com.br/alfabetizacao-psicossocial-o-desafio-por-tras-da-atualizacao-da-nr-01-que-ainda-nao-foi-entendido/ – Os textos deste post foram compartilhados do site RS DATA cabendo a estes os direitos autorais.