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No Brasil, 32 pessoas cometem suicídio por dia!!!

O suicídio é uma grande questão de saúde pública em todos os países. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2014), é possível prevenir o suicídio, desde que, entre outras medidas, os profissionais de saúde, de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecerem os fatores de risco presentes, a fim de determinarem medidas para reduzir tal risco e evitar o suicídio.

O suicídio pode ser definido como um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal. Também fazem parte do que habitualmente chamamos de comportamento suicida: os pensamentos, os planos e a tentativa de suicídio. Uma pequena proporção do comportamento suicida chega ao nosso conhecimento. A figura 1 ilustra a prevalência de comportamento suicida na população brasileira ao longo da vida mostrando, por exemplo, que 17% das pessoas no Brasil pensaram, em algum momento, em tirar a própria vida

 

Quais as barreiras à detecção e à prevenção do suicídio?

Diversos fatores podem impedir a detecção precoce e, consequentemente, a prevenção do suicídio. O estigma e o tabu relacionados ao assunto são aspectos importantes. Durante séculos de nossa história, por razões religiosas, morais e culturais o suicídio foi considerado um grande “pecado”, talvez o pior deles. Por esta razão, ainda temos medo e vergonha de falar abertamente sobre esse importante problema de saúde pública.

O impacto do suicídio: por que prevenir?

Em 2012, cerca de 804 mil pessoas morreram por suicídio em todo o mundo, o que corresponde a taxas ajustadas para idade de 11,4 por 100 mil habitantes por ano – 15,0 para homens e 8,0 para mulheres (OMS, 2014). 15 A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio, e a cada três segundos uma pessoa atenta contra a própria vida. As taxas de suicídio vêm aumentando globalmente. Estima-se que até 2020 poderá ocorrer um incremento de 50% na incidência anual de mortes por suicídio em todo o mundo, sendo que o número de vidas perdidas desta forma, a cada ano, ultrapassa o número de mortes decorrentes de homicídio e guerra combinados. Além disso, cada suicídio tem um sério impacto na vida de pelo menos outras seis pessoas.    

                               

Mitos sobre o comportamento suicida:

Reconhecer, prevenir e tratar

Suicídio é um assunto sério: mais que um problema

Fonte: Coordenador de saúde, configura-se como um dos vários sinais de quadros clínicos mais complexos. Portanto, o reconhecimento e planejamento terapêutico deve ser obrigatoriamente realizado por um médico especialista, o Psiquiatra.

Como dito anteriormente, sempre vale a pena encaminhar um indivíduo para avaliação médica especializada aos mínimos sinais de que algo não vai bem.

No Sepaco contamos com o Serviço de Risco e Retaguarda Psiquiátrica que avalia em interconsulta alguns pacientes que se encontram internados por outros motivos (por exemplo cirurgias, eventos clínicos diversos) e que necessitam de apoio quando há suspeita de doença mental subjacente.

 

Fonte:Suicídio: informando para prevenir. Copyright © 2014 – Associação Brasileira de Psiquiatria

http://www.sepaco.org.br/blog/2018/09/18/setembro-amarelo-mes-de-prevencao-ao-suicidio/

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